Lapa

 

 

História

A Freguesia da Lapa foi constituída em 11 de Fevereiro de 1770, pelo Cardeal Arcebispo D. Francisco de Saldanha, a partir da igreja nova da Lapa, possivelmente a primeira edificação religiosa erguida depois de 1755, que foi sede paroquial da freguesia até 1886, ano que passou para a Basílica da Estrela, mantendo o orago de Nossa Senhora da Lapa.

O nome de Lapa teve a sua origem, segundo documentação consultada, numa rocha denominada Lapa da Moura, que se encontrava junto à Pampulha, fora dos limites actuais da freguesia. Esta designação foi-se estendendo para Norte e Nascente e oralmente foi perdendo o acessório “da Moura”.

O plano de divisão das freguesias firmou-lhe o território que foi destacado da freguesia de Santos-o-Velho e parte da extinta freguesia do Senhor Jesus da Boa Morte.

O desenvolvimento da Lapa deu-se após o terramoto de 1755, pelo aforamento dos terrenos adjacentes ao Convento das Trinas, iniciando-se por quitação de um terreno a Nicolau Possolo e que originou, para além do aforo, a demolição de um Moinho de Vento, criando ruas e travessas que actualmente se denominam, Moinho de Vento e Possolo, sofrendo a malha urbanística e as edificações de orientação pombalina.

Em 1763 é constituída, nos terrenos hoje ocupados pelo Jardim da Estrela, uma praça de touros em madeira, de carácter temporário.

No princípio do século XVIII, ainda antes da Lapa fazer parte dos limites administrativos da cidade, três vias importantes atravessavam o local, onde, em seu redor, se foram implantando o Convento S. Bento da Saúde (actual Palácio de São Bento, sede da Assembleia da República), o Convento de Nossa Senhora da Estrela (onde a partir de 1837 se encontra instalado o Hospital Militar) e outros edifícios.

Com maior monumentalidade edificou-se a Basílica da Estrela ou do Sagrado Coração de Jesus, entre 1779 e 1790, com um convento anexo.

É na Basílica onde se situa uma das melhores vistas panorâmicas da cidade de Lisboa. O alto do Zimbório da Estrela é um dos pontos de Lisboa com maior interesse turístico.

Os seus arquitectos foram Mateus Vicente e Reinaldo Manuel, “discípulos” do alemão Ludwig que foi arquitecto do monumental Convento de Mafra.

A Basílica da Estrela é considerada a herdeira desta obra e os seus arquitectos evitaram os erros cometidos em Mafra, procurando assim a obra perfeita.

 

A Lapa tem também um dos mais belos jardins de Lisboa, o Jardim Guerra Junqueiro, mais conhecido por Jardim da Estrela.

A ideia deste jardim deve-se ao Conde de Tomar e a sua realização a um donativo inicial de quatro contos feito por um português emigrado no Brasil de nome Joaquim Manuel Monteiro, conhecido por Barão de Barcelinhos e por intervenção da Rainha D. Maria II.

A construção iniciou-se a 30 de Setembro de 1842, as plantações foram orientadas pelos jardineiros Bonard e João Francisco, e foi inaugurado em Abril de 1852.

 

Numa jaula do jardim esteve o famoso leão da Estrela, oferecido ao jardim, em 1871, pelo não menos famoso africanista Paiva Raposo. No Jardim da Estrela está construído o mais antigo coreto de Lisboa.

 

A Lapa actual

A área da freguesia da Lapa é de 75 hectares ocupada por uma população de cerca de 15.000 habitantes.

É uma área essencialmente residencial de grande prestígio e habitualmente com muita procura, e onde muitos Países escolheram estabelecer a sua embaixada ou residência de embaixador o que lhe confere um estatuto de zona exclusiva com segurança acrescida, tendo também alguma presença de comércio e serviços.

 

Fonte: Junta de Freguesia da Lapa http://www.jf-lapa.pt

 

 

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